sábado, 11 de julho de 2009

comparações.


Um cientista coloca um ratinho numa gaiola.
No início, ele ficará a passear de um lado para outro, movido pela curiosidade. Quando sentir fome, ira em direção ao alimento.
Ao tocar no prato, no qual o pesquisador instalou um circuito eléctrico, o ratinho levará um choque forte, tão forte que, se não desistir de tocá-lo, poderá até morrer. Depois do choque, o ratinho correrá na direção oposta ao prato.
Se pudéssemos perguntar-lhe se tem fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque faz com que despreze o alimento.
Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrará em contato com a dupla possibilidade da morte: a morte pelo choque ou pela fome. Quando a fome se tornar insuportável, o ratinho, vagarosamente, irá se mover em direção ao prato. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligou o circuito e o prato não esta mais electrificado. Porém, ao chegar quase a tocá-lo, o medo ficou tão grande que o ratinho terá a sensação de que levou um segundo choque. Terá taquicardia, os seus pêlos se eriçarão e ele correrá novamente em direção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que aconteceu, a resposta seria:
- Levei outro choque!
Esqueceram de avisá-lo que a energia elétrica estava desligada!
A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa tensão muito grande. Seu objetivo, agora, é encontrar uma posição intermediária entre o ponto da fome e o do alimento que lhe dá uma certa tranqüilidade. Qualquer estímulo súbito, diferente, que ocorrer por perto, como barulho, luminosidade ou algo que mude o ambiente, levará o ratinho a uma reação de fuga em direção ao lado oposto do prato.
É importante observar que ele nunca corre em direção à comida, que é do que ele realmente precisa para sobreviver. Se o pesquisador empurrar o rato em direção ao prato, ele poderá morrer em conseqüência de uma paragem cardíaca, motivada pelo excesso de adrenalina, causado pelo medo de que o choque primitivo se repita.
É provável que você esteja a perguntar-se:
"Muito bem, mas o que isso tem a ver com o medo de amar?"
Tem tudo a ver. Muitas vezes, vemos pessoas tomando choques sem sequer tocar no prato. Quantas vezes, esta semana, você teve vontade de convidar alguém para sair, para conversar, para ir a praia ou ao cinema, e não o fez, temendo que a pessoa pudesse não ter tempo ou não gostasse da sua companhia e, desse modo, acabou por se sentir rejeitado - sem ao menos ter tentado?
Quantas vezes você se apaixonou sem que o outro jamais soubesse do seu amor?
Quantas vezes você abandonou alguém, com medo de ser abandonado antes?
Quantas vezes você sofreu sozinho, com medo de pedir ajuda e ficar "dependente" de alguém?
Quantas vezes você se afastou de um grande amor, com medo de se comprometer?
Quantas vezes você não se entregou ao amor por medo de perder o controle da sua "liberdade"?
Quantas vezes você deixou de viver um grande amor com medo de sofrer de novo?
Quantas vezes você tomou um choque sem tocar no prato?

Pense nisso.


Tirado (mas corrigido) de http://sonetosaoluar.blogs.sapo.pt/37053.html
Reflitam, ratinhos medrosos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

nunca.


Eu sinto que parte de mim vai esvaindo-se pouco a pouco e não tenho nenhum artifício para impedir isso.

Estou sendo carcumida sem dó por um sentimento que eu não sei definir. Vazio. Nada.

O que é isso? Por que estou assim, sempre insatisfeita?

São respostas que preciso decifrar, senão serei uma eterna filósofa de coisa alguma.


Uma hora, estou tão feliz que posso pular e gritar na rua, por horas a fio, sem me cansar.

Outras vezes, tenho vontade de morrer, por achar que isso é mais fácil.

Mas nunca chegarei a me matar, porque ambições me mantém firme e deixá-las pra trás é simplesmente ridículo. Fraquezas não serão toleradas na minha vida, de nenhuma parte.

Tenho certeza que serei mais forte e esse dia vai chegar mais cedo do que eu imagino, mas tenho medo de ser um ser humano vazio, que não sente, e se sente, é um constante nada que nunca muda.


As variantes da vida às vezes me cansam, muito.

Acharei uma maneira de me livrar de todo mal que adquiri por terceiros. Se bem que mudei graças a isso, o que no mínimo é algo a se pensar.


reflita, se isso fizer sentido a você.

terça-feira, 23 de junho de 2009

estado vegetativo.


melhor coisa pra se fazer no momento.

ser uma pessoa em coma ambulante. Estar aqui, mas estar 'desligada' do mundo.

Ter um sono induzido por pelo menos um mês. Era o que eu queria.

-

Mas percebi que não adianta me lamentar, nem fazer de mim uma atriz de novela mexicana.

Vou encarar tudo de frente, com naturalidade e determinação, sem temer o futuro nem me arrepender de nada do que eu fiz.

Talvez assim, minha vida não seja de todo inútil, porque a primeira coisa que se aprende no parkour é que se deve, além de tudo, "ser forte para ser útil".

Pra que fazer algo se eu não acredito, então?


Seguirei forte. Serei útil.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

balanço.


Minha vida toda sempre pareceu um balanço, daqueles de parquinho mesmo.

Quando você é criança, seus pais precisam te dar o impulso necessário, pois você não alcança o chão. Mas você sempre será parado por eles, nunca por você mesmo. E ao cair, eles te ajudam a levantar e enxugam suas lágrimas.

Quando se é mais velho, você começa a se impulsionar, fica naquela expectativa, e o vento quase não alcança seu rosto. E de repente você se vê indo pra frente e pra trás numa viagem alucinante, em que o tempo não importa e você só quer sentir o vento se chocando fortemente em sua face, normalmente com um sorriso no rosto, vendo que nada pode te impedir e que você pode cair a qualquer momento, mas que nada mais interessa naquele segundo.

E quando você vai parando aos poucos, percebe que aquele momento acabou, como todos os outros. Sua 'vida' estanca de uma maneira terrível e você se vê parado, sentado no mesmo lugar. No mesmo lugar onde aquele pingo de adrenalina pulsava.


Momentos bons da vida precisam ser impulsionados. Mas a vontade de fazê-los acontecer vai esvaindo-se de mim pouco e pouco e logo, o que apenas restará é um balanço vazio, onde nem o vento tem ação sobre.

sábado, 20 de junho de 2009

;

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

sexta-feira, 19 de junho de 2009

enfim.

cara, sem comentários.
a vida é uma montanha-russa, se me perdoam o clichê.
enfim, sem nada a declarar.
Muito chateada com os acontecimentos recentes, muito irritada com certas coisas que não vem ao caso e feliz em certos aspectos de incerteza.
A expectativa é mediana, porque ela nunca é uma boa companheira.
A vida se torna tão misteriosa que nada pode prever o que virá a seguir. E se isso que espero se tornar real, eu posso ter uma chance de ser feliz, em meio às minhas ambições e sonhos que ainda estão por vir.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pinky

ganhei um ratinho *o*